Variante da Estrada AS-15 Cornellana – Porto de Cerredo. Túnel do Rañadoiro
 
Cliente
Principado de Asturias. Consejería de Medio Ambiente, Ordenación del Territorio e Infraestructuras
A execução orçamental
35 milhões de euros
Calendário
2007-2010


DESCRIÇAO DO PROJETO
Estrada convencional de novo traçado com um comprimento de 3.930 m, dos quais 1.924,5 são em túnel. Apresenta um declive variável entre 7% e 11%, nos trechos em aberto e de 3% no interior do túnel.
Túnel: 1.924,5 m de comprimento total (incluídos falsos túneis). Constrói-se por métodos convencionais (perfuração e explosão) em desmonte e aterro. Se utilizam 6 seções de sustento a base de parafusos, vergas, chapa Bernold e armação em forma de guarda-chuva com estacas, em função do terreno atravessado. Supôs a escavação de aproximadamente 170.000 m3.
Estruturas: 3 estruturas de tabuleiro metálico, de comprimentos 84, 39 e 24 metros.
Terraplenagem: Cerca de 400.000 m3 de terraplenagem, com altura máxima de aterro de 45 metros.
Desenvolveu-se totalmente dentro do Parque Natural de Fuentes del Narcea, Degaña e Ibias, declarado Reserva da Biosfera em 2003. Uma das prioridades do trabalho é compatibilizar as obras com um escrupuloso respeito pelo meio ambiente. Tomaram-se todas as medidas meio ambientais recolhidas na Declaração de Impacto Ambiental e outras adicionais (restauração de pedreira com material extraído do túnel, relatórios de seguimento das povoações de urso e tetraz, etc.).
O túnel é o de maior longitude da Rede de Estradas do Principado de Astúrias. Tem um centro de controle com vigilância 24 horas e está dotado de uma galeria de evacuação longitudinal e dos sistemas de segurança em túneis mais avançados (detecção automática de incidências, mensagem variável, opacímetros, detectores de CO e NO, megafonia...).
ACÕES DA G.O.C.
G.O.C. desenvolveu durante a execução das obras a Assistência Técnica à Direção de Obra. Previamente ao início do túnel se comprovou a bondade dos cálculos de sustento realizados e se estudaram possíveis mudanças que conduzissem a melhoras na segurança do túnel, e à minimização de seu impacto ambiental, como a inclusão de uma galeria de evacuação longitudinal e a supressão da chaminé de ventilação. Durante a execução do túnel se realizou um exaustivo controle do R.M.R. (Rock Mass Rating) do terreno, em função do qual se decidiram os diferentes sustentos a colocar. Além disso, se tomaram sistematicamente medidas de convergências em seções colocadas cada 20 m. ao longo do túnel para a comprovação da bondade do sustento colocado.
Realizou-se o controle geométrico, qualitativo e quantitativo do resto das unidades de obra.